/ Filosofia

Páscoa – Passagem e Libertação

Eis que chegamos à semana da Páscoa, momento em que sabemos ser a libertação do Cristo dos grilhões que, todos os anos, O prendem à Terra para que possamos nos elevar e ir em Sua direção como Seus discípulos, na responsabilidade de tomarmos nossa cruz e percorrermos o caminho que Ele viveu e, com isso, … Continuar

Eis que chegamos à semana da Páscoa, momento em que sabemos ser a libertação do Cristo dos grilhões que, todos os anos, O prendem à Terra para que possamos nos elevar e ir em Sua direção como Seus discípulos, na responsabilidade de tomarmos nossa cruz e percorrermos o caminho que Ele viveu e, com isso, exemplificou, materializou, simbolizou, transmutando em todos os planos a possibilidade de nos salvarmos e darmos continuidade à nossa evolução enquanto onda de vida.

É na Páscoa que tudo volta a ser consumado e testemunhamos, mais uma vez, o fato que ocorre em alegria em nossos corações, buscando, junto ao Cristo, aprender a, todos os dias de nossas vidas, também ter a honra de poder dizer: Está consumado!

Quando tomamos o EXERCÍCIO DE RETROSPECÇÃO (conforme ensinado pelo fundador da Fraternidade Rosacruz, Max Heindel) como necessário movimento, podemos ver como ela se relaciona com a Páscoa e a consumação de um trabalho feito em nome do Pai, para que seja feita a vontade d’Ele e, assim, imitemos o Cristo dentro de nossa humanidade. O referido exercício deve ser realizado à noite, ao deitar-se e propõe um auto-exame de nossa conduta durante  o dia que se encerra, visualizando mentalmente erros e acertos, lamentando sinceramente os primeiros e encorajando os últimos para que no dia seguinte nos tornemos melhores homens e mulheres.

Procuremos  compreender que o trabalho de sacrifício, o Sacro Ofício de Cristo, deve ser feito DIARIAMENTE, pois cada despertar é como um novo nascimento e cada adormecer é como uma “pequena morte”, de modo que a  retrospecção se torna verdadeiramente a experiência Purgatorial e de Primeiro Céu do dia que se encerra, sendo nossa possibilidade de aprendermos com as faltas e apreendermos os bens produzidos, numa separação dos nossos atos que foram joio dos que foram trigo.

A importância da retrospecção aumenta quando compreendemos também que é só depois de tomarmos consciência, ou buscarmos tomar consciência, do trabalho que foi feito durante o dia que podemos ver mais claramente se tudo foi verdadeiramente consumado conforme a Vontade do Pai.

Tal como Cristo, poderemos dizer mais próximos do Coração que o dever que me foi dado por parte do Pai foi realmente realizado, cumprido!

Talvez alguém possa pensar: mas como irei dizer que ‘está consumado’ apenas depois de passar analogamente pelo Purgatório e Primeiro Céu através da retrospecção? Ora, claro que Cristo não precisou passar pela experiência no Purgatório nem de Primeiro Céu, este é um Dever Nosso! Dever de aprendizes que ainda trilham a Senda da Preparação. 

Por isso é de crucial importância desenvolver Vontade espiritual para cumprir com os exercícios que nos são dados,  especificamente no exercício de retrospecção é uma grande alegria aumentar a capacidade de vivenciar, em ordem inversa os fatos do dia dos mais recentes aos mais remotos ainda acordado e então dizer ainda que proporcionalmente a nossa pequenez diante da elevada estatura de  Cristo, Está Consumado!

O verdadeiro discípulo busca carregar sua cruz e nela ser pregado todos os dias, tal como cabe a verdadeiros Imitadores de Cristo.

Eis a passagem que buscamos, seja do dia para a noite, seja para a morte após uma vida. Assim começaremos a libertar Aquele que se doa por Amor todos os anos e poderemos conhecer mais intimamente o gozo de descer da cruz e encaminhar-se para aos braços do Pai que amorosa e silenciosamente nos espera.

Tomemos nossas cruzes resolutamente e assim colaboremos com os serviços e curas de Cristo-Jesus, que aprendamos a amar para podermos doar aos nossos irmãos o Entusiamo e a Coragem tão necessários nestes dias.

Que libertemos o Cristo!

E que esta Páscoa, como todas as outras, seja o divino exemplo da alegria que é triunfalmente poder dizer: Consummatum est!

Alegremo-nos, meus Amigos! Eis que chega a hora da libertação de nosso Amado Cristo!

 

Que as Rosas Floresçam em Vossa Cruz!

 

Estudante – Le Conde

 

 

Sugerimos o Audiobook Interpretação Mística da Páscoa

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