OS DOZE DIAS SAGRADOS- Corinne Heline
Existe uma crença muito divulgada de que no dia 25 de Dezembro, data da celebração do Natal, termina o Festival Espiritual do solstício de inverno (1).
Não é verdade.
Pelo contrário: não se trata de um encerramento, mas sim de um começo; aquela data marca o ingresso em um período do mais profundo significado.
Esse período consiste no intervalo de doze dias entre o Natal e o Dia de Reis, esses dias constituem o coração espiritual do ano que aproxima-se. São eles, verdadeiramente, o Sanctum Sanctorum ou o Santo dos Santos do Novo Ano, o lugar-tempo mais sagrado de cada ano que terá início.
Estas linhas foram escritas para aqueles que se dedicam seriamente ao estudo dos Mistérios Cristãos. Moveu-nos tão só o propósito de ajudar esses estudantes a colocarem-se em uma sintonia tão perfeita quanto possível com as doze forças zodiacais libertadas sobre a Terra durante esses doze dias e durante os doze meses solares correspondentes.
Cada um dos Doze Dias Sagrados está sob a influência direta de cada uma das Doze Hierarquias Zodiacais. Cada uma destas, por sua vez, projeta sobre o planeta um padrão cósmico do mundo, um modelo de perfeição tal como o mundo será quando a obra conjugada das doze Hierarquias por fim se completar.
Do mesmo modo, os Doze Discípulos correlacionam-se com os Doze Dias Sagrados, tal como se correlacionam os doze centros espirituais do homem, através dos quais as referidas doze forças operam sobre o corpo-templo físico do ser humano.
Convidamos cada estudante, efetivamente interessado e sincero, a empregar este período sagrado para esforçar-se na visualização da perfeita obra realizada pelas Hierarquias. Deve meditar sobre a vida e os atos dos Discípulos (2). Concentrar-se na focalização das radiações espirituais, procedentes das Hierarquias, através dos centros internos do seu corpo com os quais elas particularmente sintonizam-se.
Se o aspirante for firme e persistente neste esforço, ano após ano, certamente não deixará de receber uma maravilhosa compensação sob a forma do mais surpreendente desenvolvimento espiritual.
A partir do momento em que, no dia do solstício de inverno, a Luz de Cristo penetra no coração da Terra, o planeta é literalmente varrido por poderosas radiações solsticiais que persistem, mesmo que um tanto atenuadas, durante os Doze Dias Sagrados (3).
Muitas e maravilhosas são as atividades que se processam então nos planos interiores, ou sutis, tanto do planeta quanto do homem.
A Igreja Cristã primitiva terminava o seu ministério esotérico na mística Noite de Reis com o Rito do Batismo, uma das mais elevadas Iniciações.
Os neófitos modernos que alcançaram a iluminação sabem que é possível, nesse momento, entrar em comunhão com os Seres Divinos e com o Senhor da Luz. Foi uma experiência desta índole que inspirou o Evangelho de São João, universalmente conhecido como o Evangelho do Amor.
Nas trevas exteriores da era histórica que atravessamos o homem perdeu, em larga medida, o verdadeiro contato com a Luz do Cristo, e com as potencialidades de renovação espiritual dos Doze Dias Sagrados.
As tribulações que a alma humana atualmente padece acrisolarão o homem na busca e finalmente no encontro dessa tão ansiada renovação, fazendo com que a Luz do Cristo resplandeça sobre todos os dias de sua vida, em uma exultante consagração permanente, ano após ano.
Possa este livro cumprir a sua missão, servindo o leitor e ajudando-o a percorrer a senda de um tão belo quão transcendental objetivo.
(1) O solstício de inverno ocorre em 21 ou 22 de Dezembro, consoante o ano em questão (NT).
(2) A Autora usa preferentemente o termo “Discípulo” para os Apóstolos de Cristo, afim de marcar bem a importância da situação de discipulado em relação ao Mestre. Dos seus muitos discípulos, Jesus escolheu doze com propósitos bem definidos, nomeadamente a missão de propagar a Boa Nova (Evangelho significa “Boa Mensagem”) pelo mundo. Este aspecto peculiar é indicado pelo termo grego apóstolos, que significa chefe de uma expedição, deputado ou delegado, enviado em determinada missão (NT).
(3) Segundo a Filosofia Rosacruz, em cada solstício de inverno (Natal) o transcendente Raio Crístico penetra na Terra, insuflando-a de vida germinal, e só retira-se quando consuma a sua missão, no equinócio da primavera, ocasião da Páscoa (NT).

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