/ Astrologia

Os Ciclos Astrológicos e a Evolução Humana

Pelo estudo da astrologia aprendemos sobre a existência de ciclos e arquétipos no macrocosmo (Universo) e como eles afetam a vida do microcosmo (espírito humano)

Numa espiral menor, o mapa astrológico revela como o homem se integra à Ordem Cósmica. A espiral maior diz respeito à relação entre os ciclos da Terra e a evolução individual e coletiva dos seres humanos.

Os planetas, assim como as pessoas, nascem, têm um período de vida (manifestação objetiva) e desaparecem. Para se ter uma ideia correta da evolução individual, é necessário entender como o desenvolvimento de uma pessoa é condicionado pela época de seu renascimento no plano físico. Os corpos físicos dos atlantes e lemurianos, por exemplo, – bem como as condições geoclimáticas em que viviam – eram diferentes do homem atual, tal como exposto no Conceito Rosacruz do Cosmo por Max Heindel.  Essas diferenças podem ser constatadas pelo estudo das eras astrológicas e dos grandes ciclos mais recentes.  Cada ciclo, com suas influências astrológicas peculiares, influencia a consciência humana, revelando-se na estrutura social, cultural e religiosa das civilizações.

Considerando o movimento precessional do sol pelos signos zodiacais, encontramos ciclos maiores de aproximadamente 25.868 anos, compostos por 12 menores de 2.156 anos. Cada um dos ciclos menores, também chamados de eras ou idades, recebem uma determinada influência ou vibração astrológica.

Nota-se em cada Era ou Idade, a predominância de certos arquétipos, aos quais a humanidade responde. Historicamente há registros concretos dessas características desde 4.000 a.C, quando o sol transitava pelo signo de Touro. Em seguida passamos pela Idade de Áries. Hoje, encontramo-nos nos estertores de Peixes, já recebendo influência de Aquário. 

Primeira parte: A Idade de Touro

Em nenhuma civilização antiga encontramos tão evidentes as características taurinas como na egípcia. No antigo Egito as diferenças tribais e o nomadismo foram substituídos pela necessidade de estabilidade e fixação à terra. O historiador Heródoto afirmou ser o Egito “um dom do Nilo”. As águas (Escorpião) desse rio, após as enchentes, fertilizavam uma extensa faixa daquela terra (Touro). Touro se preocupa com as necessidades básicas, prioriza a subsistência.

Essa complementaridade astrológica regia os traços principais da civilização egípcia. Touro é regido por Vênus, cujo raio inspira a criatividade e as artes. Nos seus monumentos vemos essa característica.

Por outro lado, Escorpião está relacionado à prática do ocultismo, à morte e renascimento. Naquela antiga civilização, a essência religiosa abrangia o culto ao touro (boi Ápis) e aos mortos. O reino de Ápis era o mundo subterrâneo, domínio de Escorpião, relacionado aos segredos e mistérios. 

Encontramos essa influência de Touro também em outras civilizações daqueles tempos, como a dos caldeus, representados por seus bois alados, e na Índia.

Ápis era um dos nomes de Osíris, a principal divindade. Esse deus era representado por um homem com a cabeça de touro. No início do ciclo subsequente (Áries) a cabeça do touro foi substituída pela do carneiro.

O governo era teocrático, embora a religião não fosse monoteísta. A casta sacerdotal era poderosa e influente. Os próprios faraós, antes de assumir o trono, eram educados pelos sacerdotes e passavam por ritos iniciáticos. Da coroa real projetava-se uma serpente, símbolo da sabedoria e de Escorpião. Nas figuras que os representavam, eles aparecem carregando a cruz Ansata, símbolo do planeta Vênus, onde um círculo (espírito) se sobrepõe a uma cruz (matéria).

O livro do Êxodo, no Antigo Testamento, refere-se ao final da Idade de Touro. A saída do povo hebreu do Egito, representa a transição entre duas eras. Guiados por Moísés, símbolo da Idade de Áries, peregrinaram pelo deserto em busca da Terra Prometida.

Por Gilberto Silos

Posts recentes

Categorias

Arquivos

Design por: Maurilio Souza | Programado por: Loooping

X