/ B√≠blico Cura Sa√ļde

O P√£o da Vida

No m√™s passado abordamos a rela√ß√£o entre a alimenta√ß√£o, o desenvolvimento do estado natural de sa√ļde e a espiritualidade.

Há um aspecto mais sutil e profundo do alimento, elucidado nos evangelhos. Em João, Cristo-Jesus compara o alimento transitório com o alimento permanente. Quando privados do alimento espiritual, a dor, o sofrimento e a doença são inevitáveis. Por outro lado, aquele que dele se nutre, torna-se saudável e cheio de Vida.

O Pão de Deus é o que desce do Céu e dá Vida ao mundo. (João, 6:26-34)

Segundo o Mestre Cristo-Jesus, h√° dois tipos de alimento: o que nutre temporariamente o corpo f√≠sico e o que sustenta o Esp√≠rito, ofertando Vida n√£o por acr√©scimo exterior, mas por crescimento interior, est√°vel e permanente. √Č justamente por esse alimento perene que precisamos trabalhar, com perseveran√ßa, e n√£o pelo p√£o material e transit√≥rio, que apenas nutre por algumas horas o corpo perec√≠vel.

 Completou um ano que, com o advento da Pandemia, a humanidade vem sendo submetida a novas condi√ß√Ķes existenciais. Se bem aproveitado, esse cen√°rio in√©dito abrir√° novos caminhos. √Ä medida que nos desprendemos das distra√ß√Ķes materialistas e procuramos  uma liga√ß√£o interior mais profunda com nosso Eu Superior, Deus em n√≥s, haver√° uma grande chance de ativarmos faculdades espirituais adormecidas.

Eu Sou o P√£o da Vida!

O Verdadeiro P√£o, vindo do C√©u, que d√° Vida a  todas as coisas √© a pr√≥pria Centelha Divina, o Cristo Interno, que busca cultivar, no Esp√≠rito, o sentimento de Amor. Cristo encontra por√©m, no mundo atual, terr√≠veis barreiras erigidas principalmente pelo ego√≠smo e pelo materialismo, dominantes em nossa sociedade. 

 Hoje, o que chamamos de Amor √© apenas uma descarga emocional dominada pelo ego√≠smo.  Sentimentos de posse e de ci√ļme poluem nosso Planeta. Os desejos est√£o voltados predominantemente para o suprimento de car√™ncias. Essa forma de amar encontra-se muito distante da ensinada por Cristo-Jesus. Assim sendo, os caminhos de ren√ļncia, de desprendimento e de doa√ß√£o irrestrita, caracter√≠sticos do Amor Cr√≠stico, acabam sendo permeados pela dor, pela doen√ßa e pelo sofrimento. Como consequ√™ncia, necessitamos de in√ļmeras encarna√ß√Ķes para a supera√ß√£o desses aspectos nocivos, que est√£o conduzindo a humanidade a um processo degenerativo. 

O que estamos hoje vivenciando, como doen√ßa coletiva, √© simplesmente o resultado dessa falta de Amor, ou seja, o desamor. Dia a dia, podemos verificar se o que estamos fazendo √© digno da Presen√ßa de Cristo ao nosso lado. Colaborando com as Obras de Deus, nossos dias tornam-se repletos de Luz e Cor. 

Esta é a obra de Deus, que acrediteis naquele que Ele enviou.

Vivendo a Vida, com entusiasmo e coragem, irradiando Amor a tudo e a todos, assim como Cristo nos amou, colaboramos com a evolução e promovemos a verdadeira Vida.

Glorifiquemos a exist√™ncia com o sentimento de gratid√£o a Deus e de integra√ß√£o com o Universo. A melhor forma de agradecer a Deus  √© a postura afirmativa de viver, onde reclama√ß√Ķes e sentimentos de vitimiza√ß√£o s√£o substitu√≠dos por proatividade na solu√ß√£o de problemas e na supera√ß√£o da nossa natureza inferior, repleta de v√≠cios.

 Confiando na silenciosa voz do Cristo, que vive no √Ęmago do nosso Ser, realizaremos as obras de Deus, a sa√ļde f√≠sica tornar-se-√° um estado natural e seremos nutridos n√£o com o perec√≠vel p√£o, mas com o P√£o da Vida que vivifica o mundo.

Que as Rosas Floresçam em vossa Cruz!

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