O Legado dos Mitos

A palavra Mito tem sua origem no vocábulo grego ”mythos”. Significa relato, narrativa. Segundo Max Heindel, as Divinas Hierarquias utilizaram os Mitos como recursos para transmitir Verdades Espirituais, desde a infância da humanidade para auxiliá-la em sua evolução

O Mito projeta Realidades Cósmicas na consciência desde o Mundo dos Arquétipos. Sua linguagem simbólica dispensa a razão e o raciocínio discursivo. O Mito fala diretamente à alma humana, revelando-lhe ideias e modelos divinos arquetípicos que constituem nossa forma de viver. Conta histórias sagradas e fatos ocorridos num remotíssimo passado, quando, graças aos Seres Sobrenaturais, o Mundo Espiritual plasmou-se na matéria. É a narrativa de uma criação, seja do Cosmos, de uma cultura ou nação. Explica a origem e dá significado às coisas existentes.

Como se trata de Verdades Cósmicas, encontramos relatos míticos idênticos em civilizações que se desenvolveram em diferentes épocas e locais. Um desses relatos é o da história cristã da Sagrada Família, Maria, José e Jesus. Essa história se repete de tempos em tempos. No norte da Europa, Baldur, filho da Virgem Freya, nasce, tal como Jesus, numa estrebaria. Em seguida é conduzido às montanhas para livrar-se dos perigos que o ameaçavam.

No Egito antigo, o Deus-Sol Hórus, filho de Ísis (uma Virgem) e Osíris, era considerado um Salvador. As sagas de Krishna, na Índia, e Quetzalcoatl entre os astecas e maias, na América pré-colombiana, se assemelham ao relato do Novo Testamento. Mitos relacionados ao “fim do mundo” também são comuns em várias civilizações. É o caso do Mito Bíblico de Noé e do Dilúvio. Em outras culturas existem narrativas de como cataclismos destruíram civilizações inteiras, sobrevivendo alguns poucos escolhidos para repovoar a Terra.

As culturas se desenvolvem fundamentadas em Mitos. Os Mitos inspiraram poetas, músicos e dramaturgos. Richard Wagner criou obras- primas musicais como Parsifal, Tannhauser e Lohengrin. Goethe converteu a lenda de Fausto num magnífico poema, depois transformado em música por Gounod. Em “Mistérios das Grandes Óperas”, Max Heindel nos transmite o significado oculto das obras Parsifal, Tannhauser e Lohengrin. Os protagonistas são heróis mitológicos que simbolizam a própria humanidade em sua jornada evolutiva. Como heróis, enfrentam obstáculos e provações, incluindo vilões e seres monstruosos. Não são narrativas trágicas de cunho meramente histórico. Tratam essencialmente dos conflitos psicológicos, anímicos e espirituais. Portanto, referem-se aos embates inerentes à nossa natureza interna. Esses obstáculos se encontram dentro do próprio ser humano, como manifestações ainda irregeneradas de sua própria natureza.

Nos Mitos podemos encontrar relatos semelhantes a experiências pessoais. Esses padrões arquetípicos e símbolos atemporais podem manifestar-se em nossa história particular. Muitos já vivenciaram a experiência existencial de “renascer das cinzas”, tal como a Fênix. Outros Mitos também fazem parte da nossa caminhada evolutiva. Perguntemo-nos sempre:

Que Mito estou vivendo agora?

Com quais conflitos me identifico?

Que personagem estou representando?

A Resposta pode ser surpreendente!

Que as Rosas Floresçam em Vossa Cruz!

Por Gilberto Silos

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