/ Cristianismo Rosacruz

O Caos, a Forma e a Manifestação da Vida

No capítulo XI do Conceito Rosacruz do Cosmos, Max Heindel discorre sobre a gênese e evolução do nosso sistema solar, reportando-se à origem da “Forma” e à natureza do “Espírito” que a anima. Afirma que o Espírito em manifestação é dual, e a sua manifestação negativa, cristalizada e inerte é a Forma.

O polo positivo do Espírito manifesta-se como Vida. 

Ambas, Vida e Forma, têm sua origem no Espírito Universal, no Espaço e no Caos. Compõem, assim, o Divino Processo da Criação. Aparentemente não há relação entre o surgimento de uma galáxia, o nascimento de uma criança e uma planta brotando. Entretanto, guardadas as proporções, esses eventos têm o mesmo significado. Todos representam o coroamento de um mesmo processo, regido pelos princípios universais da Criação.

 A Divina Força Criadora atua sobre os reinos da natureza e em todas as instâncias onde há vida do Cosmos.

A Criação é o primeiro ato de um grande drama cósmico. Sobre ela há narrativas mitológicas em quase todas as civilizações e culturas conhecidas.  Ainda que sob diferentes perspectivas, convergem para o mesmo fato:

 “O Universo foi gerado de uma “não-coisa”, algo sem um antecedente físico, mas precedido pelo “Ser Puro”, 

a Consciência Universal ainda não-diferenciada”.                                                                                   

A esse panorama primordial a mitologia grega chamou de Caos, como lemos no Conceito Rosacruz do Cosmos. A palavra provém do grego “Kháos” ou “Chaos” e significa “vazio”. Na interpretação esotérica significa profundeza ou abismo, ou então refere-se à Substância Primordial de onde se originaram todos os seres e formas existentes no Universo. 

A palavra  Caos, infelizmente,  perdeu seu sentido original e sagrado. Hoje ela é usada pejorativamente para designar qualquer estado calamitoso de confusão e desorganização.

A Consciência não-diferenciada emana de Si mesma Centelhas separadas que recebem o nome de “Espíritos”.  Ao longo de sua jornada evolutiva, essas Chispas Divinas constroem e ocupam corpos diferenciados. Os veículos de manifestação condensam-se em vários planos de existência e estados de consciência. Por seu intermédio adquirem as experiências necessárias ao desenvolvimento de sua individualidade. 

A individualidade é um  ponto de partida para um estado futuro de Consciência Cósmica.

Sobre a saga da Vida ou Espírito, que anima todas as formas, cabem inesgotáveis considerações. Uma delas é de que em muitas línguas as palavras que indicam “Espírito” e “Sopro” são idênticas. Os mitos da Criação, a partir do “barro”, supõem que o “Sopro” dentro de nós, a Essência de nossa Vida , é um Dom Divino. 

Max Heindel afirmou que a vida agora animando as formas humanas manifestou-se antes do alento que vivifica as formas dos demais reinos da natureza: “Então, Jeová formou o homem do barro da terra e soprou em suas narinas o alento (nephesh em hebraico) da vida e o homem foi feito uma alma vivente, ou seja, uma criatura que respirava (nephesh chayim)”.

Fica aqui um tema para reflexão: 

“Não existe algo como “minha vida”.

 Nós não temos uma vida,somos a Vida. 

Nós e a Vida somos UM”.

Por Gilberto Silos

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