Morte: Orientações e Cuidados

A morte é o  início de um valioso processo de assimilação das experiências vividas. O estudante espiritual deve conscientizar seus parentes e amigos sobre esse  tema de fundamental importância.

O enigmático tema da morte, em geral, é temido, ignorado ou mal entendido. Este texto visa esclarecer os pontos mais importantes dessa passagem do Mundo Físico para os Mundos Invisíveis. Quando esgotamos as possibilidades da vida na matéria é necessário passar às esferas superiores pelo processo da morte, que é de fato um retorno ao Mundo Espiritual, nosso Verdadeiro Lar.

Em primeiro lugar fixemos na Consciência que o período pós-morte atravessa vários níveis de intensa atividade. A principal atividade consiste em rever o panorama da vida. Essa revisão (retrospecção) acontece tanto na Região Inferior quanto na Região Superior do Mundo do Desejo. Nessas regiões avaliamos as verdadeiras motivações das condutas assumidas perante as mais diversas situações. Da qualidade dessa retrospecção depende, em grande parte, o nosso progresso espiritual. 

Na sequência vamos comparar o sono com a morte

Em cada renascimento o Ego manifesta-se através de quatro veículos necessários à sua Evolução: Corpo Físico, Corpo Vital, Corpo de Desejos e Mente. Esses quatro veículos estão vinculados entre si pelo Cordão Prateado

Durante o dia, o Corpo Físico sofre desgastes em decorrência da carga de preocupações, decisões e cumprimento de responsabilidades. O sono sobrevém como resultado do esgotamento do corpo (uma pequena morte). Durante o sono o Ego retira-se dos Corpos Físico e Vital. O Corpo de Desejos e a Mente acompanham o Ego e penetram nos Mundos Internos. Enquanto o Corpo Físico repousa, o Corpo Vital restaura sua vitalidade, preparando-o para enfrentar as atividades e os desafios do dia seguinte.

Na morte, tal como no sono, os veículos superiores separam-se do Corpo Físico, mas, nesse caso, a separação é completa, pois  com o rompimento do Cordão Prateado o Ego retira-se definitivamente e, portanto, desvincula-se da atividade biológica do Corpo Físico. A partir desse momento, o Corpo Físico deixa de ser vitalizado e passa a desintegrar-se. O Ego finaliza o aprendizado encarnatório e abandona sua temporária morada de barro. 

 A consciência do Ego segue seu caminho nos Mundos Internos com a finalidade de rever e melhor assimilar as lições vivenciadas na matéria. A morte funciona como um sono prolongado. É um tempo de recuperação, assimilação e aprendizado. O Ego tem a oportunidade de extrair a quintessência de suas experiências e agregar maior poder anímico

A quintessência do aprendizado é o alimento da Consciência.

Na morte, o Ego abandona o Corpo Físico pelo crânio (na sutura parietal-occipital). Parte do Corpo Vital também se retira. Assim tem início a decomposição do Corpo Físico, uma vez que as correntes vitais estão ausentes. 

No ápice do ventrículo esquerdo do coração localiza-se a matriz do Corpo Físico desde sua primeira manifestação na matéria: o átomo semente. Na linguagem Rosacruz, é denominado “O Livro de Deus”. Nele estão impressas todas as experiências da vida que chega ao fim, como também de todas as vidas anteriores.

 O átomo semente é permanente e seguirá com o Ego em todas as existências futuras. Forma a base da Individualidade por toda a eternidade. O Ego (Espírito) é Eterno.  As memórias arquivadas no átomo semente são indestrutíveis e constituídas por forças de Natureza Espiritual. Tais forças permanecem com o Ego durante renascimentos sucessivos e serão por Ele empregadas durante a construção do Seu próximo Corpo Físico, no seguinte renascimento.

Colaboração entre ar e sangue.

O coração é o centro vital do corpo, tal como o Sol é o centro vitalizante do sistema solar. A Bíblia  nos ensina que o sangue é o veículo de manifestação do Ego e, portanto, o condutor da vida. Graças aos pulmões e ao coração, o ar e o sangue circulam, vitalizam e abastecem todos os tecidos e órgãos do corpo. 

O ar inspirado transporta consigo o cenário completo de cada momento vivido. Isso inclui atos, pensamentos, percepções e sensações presentes no ambiente. Durante o ciclo respiratório, o ar alcança os alvéolos pulmonares e transfere ao sangue informações precisas e fidedignas sobre as circunstâncias. Tais informações, transportadas pelo sangue, são posteriormente depositadas e gravadas no átomo semente localizado no coração. 

 Semelhante à reprodução de um filme, o panorama de toda a vida é transferido do átomo semente para o Corpo de Desejos. Esse processo ocorre nos três dias e meio que seguem o momento da morte.

Durante a permanência nos Mundos Internos o Ego recapitula várias vezes as imagens gravadas, juntamente com todos os pensamentos, sensações, sentimentos e afetos envolvidos em cada situação. Desse panorama revisitado e reanalisado o Ego extrai a quintessência das experiências. As percepções do Bem e do Mal ficam gravadas na Consciência, de acordo com a qualidade das imagens impressas.

 A expansão da Consciência Ética capacita o Ego a nortear, com mais sabedoria, suas decisões em vidas futuras.

O momento da morte exige paz e silêncio. O Ego inicia sua mais decisiva tarefa e necessita de extrema atenção para imprimir com fidelidade as imagens do panorama da vida. Amigos e parentes devem preservar a tranquilidade e o respeito. Ruídos e emoções perturbam a concentração do Ego. Durante três dias e meio após a morte clínica, toda a distração implica em algum grau de desperdício encarnatório.

  O corpo não deve ser manipulado, adulterado, muito menos mutilado até 84 horas após a morte. Desaconselhamos a autópsia, pois durante três dias e meio o cordão prateado permanece ligado ao corpo e o Ego ainda pode ser afetado e sentir dor após a morte clínica. O Ego necessita de quietude para o bom aproveitamento da recordação da existência e assim aprimorar a qualidade dos futuros veículos, tão necessários à otimização do processo evolutivo.
Insistimos: se a concentração do Ego for perturbada, as imagens e as impressões ficam gravadas no átomo semente de forma tênue, superficial,  confusa, nublada ou até mesmo eclipsada. Imagens pouco definidas e vagas comprometem a qualidade da experiência do Ego no Mundo do Desejo.

O propósito da existência  é o ganho de Consciência. Quando a retrospecção do panorama é perturbada, o processo fica incompleto ou até mesmo torna-se ineficaz. A Consciência do Bem e do Mal, da alegria e do sofrimento, fica atenuada. Tanto o remorso pelo Mal quanto o regozijo pelo Bem perdem potência. Isso enfraquece a qualidade do valor moral impregnado na Consciência. O valor moral agregado redefine a natureza do caráter e do destino do Ego no próximo renascimento.

Quando o panorama foi inteiramente gravado no corpo de desejos, o cordão prateado rompe-se e o Ego é libertado de sua casa terrena. Isso acontece somente após 84 horas. Sugerimos, após a morte, a conservação do corpo em uma câmara frigorífica e em seguida a  sua cremação, a fim de facilitar a libertação do Ego de qualquer reminiscência ou vínculo com o corpo.

No caso de sepultamento, o magnetismo do corpo e os Éteres inferiores ligam o Ego à Terra, durante um tempo variável, geralmente até que a decomposição chegue a um estado avançado ou se complete. Isso pode retardar o progresso do Ego por alguns anos.

Esperamos que a humanidade desperte e se conscientize do maravilhoso serviço que se pode prestar neste sagrado momento da passagem para os Mundos Invisíveis. Há urgência no esclarecimento da ciência da morte, assim como já existe na ciência do nascimento.

Na realidade, há muito mais vida após a morte. A morte é o  início de um valioso processo de assimilação das experiências vividas. O estudante espiritual deve conscientizar seus parentes e amigos sobre esse  tema de fundamental importância que acabamos de abordar. 

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