Real e Ideal

“Eu não tenho filosofia: tenho
sentidos…
Se falo na Natureza não é
porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por
isso,
Porque quem ama nunca sabe o
que ama
Nem sabe porque ama, nem o
que é amar…
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não
pensar…”
Alberto Caeiro

Amor, liberdade, justiça, felicidade… pessoas, animais, vegetais, minerais…

Entre tantas coisas diferentes que existem, podemos nos questionar sobre o que é real, o que é ideal e se o que existe pode ser reduzido àquilo que percebemos com os nossos sentidos físicos comuns. 

Nesse sentido, algumas perguntas podem se manifestar e se mostrar relevantes, tais como:

Qual é o meu maior ideal?

Como distinguir real, ideal e ilusão?

Pensar em ideais ajuda a lidar com o real ou só nos aliena do que existe à nossa volta?

Mas se pensar nos tira a inocência, e se amar é a eterna inocência, só é possível amar sem pensar?

Segundo os ensinamentos da Filosofia Rosacruz, o mundo físico que o ser humano pode perceber com o tato, o olfato, a visão, a audição e o paladar é apenas uma parte da realidade. Existem outros mundos associados aos nossos desejos, pensamentos e outras instâncias que são fontes de esperança ao espírito humano.

Com efeito, tais ensinamentos parecem reconhecer que “há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia”, o que justifica considerar Cristo como nosso grande ideal e as pessoas como mais do que nossas irmãs, tal como Max Heindel escreveu no natal do ano de 1910 em sua primeira Carta aos Estudantes, A Amizade como um Ideal

“Nos movimentos religiosos é costume dar-se o tratamento de “Irmã” e “Irmão” como reconhecimento de que todos somos filhos de Deus, que é nosso Pai comum. Não obstante, irmãos e irmãs nem sempre estão em harmonia. Algumas vezes chegam ao extremo de odiar-se, no entanto, entre amigos não deveria haver outro sentimento que não fosse o amor.

O reconhecimento deste fato foi que levou Cristo, nosso grande e glorioso Ideal, a dizer a Seus discípulos: “De agora em diante já não vos chamarei servos… mas amigos” (João 15:15). Nada melhor podemos fazer do que seguir o nosso grande Guia, tanto neste como em todos os outros acontecimentos de Sua vida. Não nos devemos contentar com simples relações fraternais, mas esforçar-nos por ser amigos no mais santo, puro e amplo sentido da palavra.

Os Irmãos Maiores, cujos belos ensinamentos nos uniram no Caminho da Realização, honram os seus discípulos do mesmo modo que Cristo honrou os Seus apóstolos chamando-os “Amigos”. Se persistirmos no caminho que começamos a percorrer, algum dia nos acharemos na presença deles e ouviremos a palavra “Amigo” pronunciada em voz tão suave, carinhosa e dócil que ultrapassará qualquer descrição ou até a nossa própria imaginação. A partir desse dia, não haverá trabalho que não efetuemos para merecer tal amizade. Servi-los será o nosso único desejo, nossa única aspiração, e nenhuma distinção terrena será comparável a esta amizade.” 

QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ!

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