/ Cristianismo Rosacruz

Ciclos Astrológicos- II Parte- Idade de Áries

Moisés, no Antigo Testamento, simbolicamente revela-se como o arauto da Idade de Áries. No livro do Êxodo encontramos o relato de como ele guiou o povo hebreu para fora do Egito. No cumprimento de sua missão, cruzou o “Mar Vermelho” e peregrinou pelo “deserto” em busca da Terra prometida (a Idade de Áries). Esse episódio representa a transição de Touro para Áries

Mas, não bastava apenas libertar aquele povo. Era necessário dar-lhe uma identidade cultural e religiosa, além de um espaço físico para desenvolver-se como raça e nação. 

Aquele espaço estava destinado a ser ocupado, mesmo que a custo de guerras (Áries). Nesse novo ambiente emerge uma edição atualizada dos códigos de comportamento, conhecido como Os 10 Mandamentos mosaicos, para sustentar e organizar a sociedade humana que renascia. Libra, signo oposto a Áries, também exerce sua influência nesse cenário, abrangendo outras civilizações com o Código de Hamurabi e com o Direito Romano.

A reorganização dos códigos sociais procuravam ajustar dois movimentos diametralmente: o processo de individuação e o processo civilizatório. Na individuação (Áries) há mais clareza entre os limites e as diferenças. Na convivência com as diferenças e os limites (Libra) faz-se necessário novos códigos éticos e estéticos. Um exemplo de novo pacto social é encontrado nas Tábuas da Lei, recebidas por Moisés.

 Moisés aboliu definitivamente a adoração ao boi Ápis (Idade de Touro) e impôs o culto ao carneiro (Idade de Áries). Todas as manifestações culturais e religiosas do antigo Egito foram proibidas. Aqueles que ignoraram a “Nova Ordem” e construíram o “bezerro de Ouro” foram severamente punidos.

Regida por Marte, o deus da guerra, a Idade de Áries foi um período de agressividade, guerras e conquistas. Sobressairam-se povos belicosos como os gregos, os persas e os romanos. 

Quando Jeová apresentou-se a Moisés na montanha, sua expressão foi nitidamente ariana: “Eu Sou o que Sou”. Foi nas cidades-estado da Grécia, e mais tarde em Roma, que floresceram culturas tipicamente arianas, como a espartana, por exemplo. Palas Atena, uma das principais divindades gregas, era representada com uma armadura onde se destacavam os cornos dos carneiros. As legiões romanas marchavam conduzindo carneiros vivos.

As principais cidades da Grécia antiga, Esparta e Atenas, manifestavam características de Áries e de Libra.  Esparta valorizava mais o adestramento militar, o culto aos heróis e aos valores masculinos. Atenas, por sua vez, procurava o equilíbrio entre a mente e o corpo. Destacava-se como berço das artes e do pensamento filosófico, traços librianos.

Estimulando o espírito de competição, foram criados os primeiros jogos olímpicos. Em Roma a população se divertia com as sangrentas lutas entre gladiadores, indivíduos com destacada força marciana.

A literatura da época descreve as aventuras, as viagens, os atos heróicos, tais como na “Ilíada e Odisseia” de Homero; “Guerras do Peloponeso” de Tucídides e na “Eneida” de Virgílio. 

Como todo ciclo compreende início, meio e fim, aqueles impérios entraram em declínio, surgindo, no decorrer do tempo, uma nova ordem cultural, religiosa e política.

Cerca de 600 a.C, uma nova onda de espiritualidade teve seu início nas costas ocidentais do Oceano Pacífico, expressando-se nas doutrinas de Lao-Tsé, Confúcio e mais tarde com Buda na Índia. 

Tal como o Sol se move de Leste para Oeste, essa onda manifestou-se depois como os elevados ideais filosóficos dos gregos, e mais tarde ressurgiu como impulso para o início do cristianismo. Era o limiar entre a Idade de Áries e o nascimento da Idade de Peixes. Lembremos que os primeiros cristãos eram pescadores. 

Por Gilberto Silos

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