Atlântida: Sonho ou realidade

Atlantida ou Filhas de Atlas, é uma lendária ilha ou continente para Platão. Para os Estudantes Rosacruzes é uma época a qual todos nós fizemos parte.

Tempos atrás aconteceu-me algo estranho. Sonhei que me encontrava numa ilha encoberta por uma densa neblina. As formas que percebia eram meio difusas. Comecei a caminhar sem rumo. De repente notei algumas construções parecendo pirâmides e perto delas algumas pessoas estranhas, de aspecto um tanto quanto rude. A neblina parecia nunca se dissipar, compondo a paisagem local.

Aproximei-me daqueles seres. Aparentemente não notavam minha presença. Andavam aos pulos e respiravam como se tivessem guelras, tal como peixes. Comparados com seres humanos eram gigantes.

Naquela semi escuridão dava para distinguir uma tênue claridade no meio do nevoeiro. Era o sol, parecendo um ponto luminoso, como uma lâmpada de um poste numa noite coberta de cerração.

Caminhando sem rumo, notei que estava subindo numa colina. Andei muito, talvez algumas horas. À medida que subia, a atmosfera tornava-se  mais clara, até que cheguei ao topo da montanha. Para minha surpresa ali o sol brilhava com todo esplendor.

Encontrei no local um homem diferente daqueles que vi na planície. Era um ancião de olhos brilhantes e sorriso bondoso. Suas feições eram mais delicadas e parecia respirar como um ser humano qualquer. Falava uma língua desconhecida, mas conseguimos nos comunicar como que por telepatia.

Perguntei-lhe que terra era aquela e quem eram seus habitantes. Ele me respondeu prontamente: – Esta ilha-continente chama-se Atlântida e nós, seus habitantes, somos os atlantes.

Percebendo minha disposição amistosa, passou a narrar a história de seu povo. Disse que a civilização atlante fora, outrora, muito avançada e seus habitantes viviam em harmonia. Sabiam lidar com as forças da natureza, o que lhes foi um fator de grande progresso.

De repente, percebi-lhe uma tristeza nos olhos e no tom das palavras. Confessou-me que aquela civilização se encontrava em plena decadência. A maldade e a luxúria tomaram conta do coração da maioria dos atlantes. Praticavam a magia negra, profanando a sacralidade dos templos. Passaram a usar as forças da natureza para fins maléficos. Lembrou que um dos profetas do passado já anunciara uma catástrofe capaz de destruir aquela civilização. E, para minha surpresa, afirmou que isso já estava ocorrendo. A neblina espessa e úmida estava aos poucos se liquefazendo e, com o tempo, inundaria as planícies.

Subitamente despertei, um pouco assustado com o que acabara de sonhar. Lembrei-me, então, de Platão ter mencionado a Atlântida em dois de seus diálogos – Timeu e Crítias, e que os Rosacruzes e outras antigas Tradições também afirmam ter existido aquele continente.    

Max Heindel, no Conceito Rosacruz do Cosmos e em outras de suas obras, nos revela ensinamentos sobre a Atlântida. Descreve suas características, os traços físicos e psicológicos das sete raças que habitaram aquele continente. Foi na Época Atlante que o homem começou a desenvolver a mente e assumiu plenamente o controle de   seu corpo físico. Ao mesmo tempo, perdeu gradativamente a percepção dos mundos internos. 

Segundo Heindel, as densas neblinas se condensaram de tal forma a inundar aquele continente, destruindo a maior parte da população e os vestígios de sua civilização. Salvaram-se aqueles que conseguiram construir pulmões, habilitando-se a viver na nova Época, denominada Época Ária. Depois de vaguear pela Europa, estabeleceram-se na Ásia Central, e constituíram o núcleo das futuras Raças Árias. 

Então, em meu sonho havia algum fundamento e isso me tranquilizou.

Por Gilberto Silos

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