/ Cristianismo Rosacruz

A Força Milagrosa do Perdão- Parte I

sem Perdão não há Amor. Sem Amor não há Vida.
“Eu Sou a Ressureição e a Vida”

Com a finalidade de iluminarmos a Consciência somos conduzidos, do berço ao túmulo, a um rio de lágrimas e sofrimento. A dificuldade de nos relacionarmos segue sendo o ponto crucial de todos os males e, dessa forma, caminhamos como mortos-vivos pela vida. Apenas no encontro com o Cristo Interno podemos nos tornar capazes de perdoar e de sermos propriamente Vivos. O Perdão é um verdadeiro Milagre.

Cristo, entre as portas do nascimento e da morte, é a própria Vida Eterna

A Vida Emanada por Cristo transcende o tempo histórico.

Cristo é a encarnação da Vida.

No antigo testamento temos acesso às Leis de Deus. Rígidas e implacáveis, eram severamente punidos aqueles que as transgrediam. Cristo, o Senhor do Amor, reafirma as Leis trazidas por Moisés, porém vai além: entrega Sua Vida para salvar a humanidade e inaugura a possibilidade do Perdão e da Remissão dos pecados

Que Força Milagrosa é essa, capaz de perdoar a tudo e a todos? 

Qual o impacto do ato de Perdoar? 

Na balança das relações humanas, atritos e conflitos são a regra. Inevitavelmente emergem reações e sentimentos hostis, fomentando intolerância e discórdia. Nós, seres humanos, somos extremamente vulneráveis e reativos, incapazes de um Perdão Verdadeiro, pois o rancor é um ódio que ocultamos e a hipocrisia é um ressentimento disfarçado de simpatia.

A natureza inferior (personalidade) é repleta de carências, medos e inseguranças. Essas fraquezas nos impulsionam à vontade de poder como recompensa. O empoderamento é uma tentativa de amenizar as deficiências e de provar para nós mesmos que somos dignos de reconhecimento. Entendido esse contexto, no qual estamos inseridos, o próximo passo é compreender a dinâmica do espelhamento mútuo:

O que nos incomoda, irrita e magoa, no outro,

 nada mais é do que nossos defeitos refletidos. 

O outro é o melhor espelho de nós mesmos.

Quando buscamos revidar injustiças, investimos na natureza inferior. Assim sendo, as relações degeneram. O diálogo converte-se em polêmica. A prática do Perdão torna-se inviável onde a hostilidade ganha terreno. Se olharmos dentro de nós e analisarmos o que acontece durante os atritos com o outro descobriremos que há algo mal resolvido que veio à tona, o vento da Verdade espalha a sujeira escondida. 

A prática do Perdão depende do cultivo de Leis Espirituais. 

O Perdão efetivo e definitivo transcende os caprichos da personalidade. A partir do momento que decidimos seguir um caminho em direção ao Espírito, a leitura dos acontecimentos que envolvem nossa história pessoal muda completamente.

Entende-se que tudo o que nos cerca está refletindo algo sobre nós mesmos. Deixamos de buscar o reconhecimento pessoal e passamos a servir a Vontade do Pai. Compreendemos então as palavras de Cristo quando dizia que não buscava o reconhecimento dos homens mas realizava a Vontade do Pai Celeste.

O Perdão é uma Força Interna, que nasce na Consciência Cristificada 

e sublima sentimentos destrutivos.

A humildade parece inacessível às condições psíquicas da humanidade atual. Porém, ao reconhecer nossas imperfeições, substituímos Rigor por Compaixão. Compreendemos, no íntimo do coração, as fraquezas humanas e que como irmãos, da mesma onda de vida, estamos todos sujeitos aos ataques da natureza inferior, egoísta, má e vingativa.

Que possamos nos lembrar das palavras de Cristo, na parábola do jovem rico, sempre que nos percebamos recriminando e acusando o próximo:

Por que me chamas de Bom? Só o Pai é Bom.

Mesmo conhecendo a maldade humana, Cristo perdoava e recomendava Perdoar Sempre

O Perdão encaminha o ser humano em direção ao Amor e à solidariedade, onde todos se reconhecem como Irmãos. Ilumina e conserva acesa a chama da Comunhão Espiritual que cura todos os males.

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